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John Lineker conta com empurrão da torcida para dar show no UFC São Paulo

11 de Outubro de 2017

John Lineker fazia uma campanha impecável como peso-galo, acumulando vitórias sobre adversários ranqueados até que, no último evento de 2016, o brasileiro deu um passo atrás.

Enfrentando o ex-campeão da divisão TJ Dillashaw, Lineker não conseguiu repetir as performances da vitórias sobre John Dodson, Michael McDonald e outros e, enquanto o norte-americano, vitorioso, se credenciou para uma disputa de cinturão, o brasileiro foi obrigado a passar um tempo de molho.

“Eu senti um pouco o gás, acho que faltou mais preparação física mesmo, e também o chute que eu levei no primeiro round, acabei sentindo o maxilar e fiquei um pouco receoso de receber outro chute no mesmo lugar”, lembrou Lineker em conversa com a reportagem do UFC Brasil, “Eu me confundi muito, não sabia se ele ia entrar na queda, ou com um chute, aquilo me desestabilizou um pouco”.

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Após a luta, o paranaense descobriu que o que sentiu no maxilar não era uma dor comum, mas sim uma fratura, que deixou Lineker impossibilitado de lutar por seis meses. Passada a angústia do tempo longe do octógono, ele está escalado para voltar à ação no próximo dia 28 de outubro, em São Paulo.

“Minha recuperação foi 100%. Graças a Deus fiquei sem receio de tomar porrada no maxilar. O problema foi ficar todo esse tempo parado, gosto de estar sempre na ativa, mas acontece. Mas voltar no Brasil, contra um cara da trocação, acho que valeu a pena esperar”, disse.

O “cara da trocação” citado por Lineker é o equatoriano Marlon Vera, de 24 anos, revelado pelo TUF América Latina, que vem embalado por três triunfos consecutivos no Ultimate, e vê, no brasileiro, uma porta de entrada para o ranking dos galos.

“Foi maravilhoso o Marlon ‘Chito’ Vera aceitar essa luta no Brasil comigo, porque outros caras não aceitaram lutar aqui comigo”, contou Lineker, “Até agradeço a ele e à equipe dele por terem aceitado. Com certeza será uma grande luta. É um cara que está vindo, se revelando um grande lutador, então vai ser um show para o público brasileiro”.

E apesar da ansiedade para voltar a lutar o quanto antes, o “Mãos de Pedra” reconhece que ser o atleta da casa pode ser um diferencial no combate.

“Na realidade eu não ligo muito aonde vou lutar; para mim, o que importa é sair na porrada. Mas lutar no Brasil é outra coisa, é outra ‘vibe’, ouvindo aquele ‘Uh, vai morrer’, que dá uma moral a mais”, disse.

Uma semana após seu retorno ao octógono, Lineker verá o cinturão de sua divisão em disputa no aguardado combate entre os ex-parceiros de treinos Cody Garbrandt e TJ Dillashaw, que se enfrentam no UFC 217, dia 4 de novembro.

E mesmo após conhecer todas as armas de Dillashaw, o brasileiro não acredita que ele será capaz de destronar o atual campeão.

“Acredito que será uma grande luta, mas acredito em uma vitória do Cody Garbrandt”, apostou, “São dois caras duros, acredito que será um combate bem empolgante. Mas acredito na vitória do Cody”.

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